Liberdade para pregar

Liberdade para pregar. Isto só é possível quando o
pecado é tratado com o devido rigor.
A coisa mais importante do mundo é sem dúvida a liberdade. Não é simplesmente o direito de ir e vir, estes direitos são elementares, a qualquer ser humano.  A liberdade não é uma questão tão simples assim, e muitas pessoas não sabem o que fazer com ela. Há aqueles que usam sua liberdade para falarem o que quiserem, outros para entrarem onde não deveriam, há também aqueles que usam sua liberdade para falar da vida alheia, enfim, cada um usa sua liberdade para fazer o que quiser. Foi exatamente para isso que a liberdade foi criada. Se ser livre é uma maravilha, pense no contrário, que é viver sem liberdade. As perguntas surgem e fica difícil não faze-las. Por que, ou por quem, alguém perderia sua liberdade? Como alguém perde a sua liberdade? Será que existe a multiforme interpretação da liberdade? Qual é a pena que as pessoas estão dispostas a pagar pela sua liberdade? Será que vale a pena perdê-la. Cada um responda a esta pergunta como achar melhor.
A liberdade está diretamente relacionada com o "cumprimento da norma" que foi previamente estabelecida. Se um homem é um homicida sua liberdade precisa ser tirada para que ele pague pelos seus atos na prisão. Do mesmo modo qualquer outro delito grave pode ter uma punição que na maioria das vezes está relacionada com a privação da liberdade.
Não vejo, não ouço e não falo.
Na vida cristã as coisas funcionam de forma bem semelhante. A liberdade individual das pessoas pode ser privada de várias maneiras. Numa grande quantidade de casos a liberdade cristã não está relacionada somente com este mundo vil, relaciona-se também, com a vida espiritual de cada crente. São duas coisas intimamente ligadas, "vida espiritual e vida carnal", dependendo da prevalência de um ou de outro a liberdade do crente é tirada. Mas sobre a liberdade cristã a coisa mais triste e lamentável é quando uma igreja não pode mais ter a liberdade para pregar a palavra. Não porque teve seus direitos cassados por alguma autoridade, ou ainda, porque implantou-se a lei da mordaça numa tentativa de suprimir a verdade do evangelho. Estou falando daquela situação instaurada por anos de crimes marcados pela imprudência, imperícia ou negligência de uma liderança. Isso mesmo! No caso da imprudência fica evidente a falta de cuidado, desatenção consigo mesmo e, principalmente, descuidado com os outros membro da congregação. Imperícia por causa da falta de habilidade ou conhecimento para realizar a contento determinado ato, como instigar a igreja a andar para frente, como num lema de mosqueteiros "um por todos e todos por um", visto que o bem estar de cada individuo é o resultado da soma de esforços pelo bem comum, principalmente quando o assunto é igreja. E agora, o pior de todos na minha opinião. A negligência que é o descuido baseado na indolência, desleixo em relação ao ato praticado ou que deveria ser praticado, como quem faz a coisa de qualquer jeito, quando faz. Deus não pode preencher as lacunas deixadas pela nossa negligência. Estes são os crimes que uma liderança pode cometer. Estes três, a imprudência, a imperícia e a negligência faz com que o obreiro relegue a palavra de Deus num lugar aonde nunca deveria estar, debaixo da cama. (Marcos 4:21). Um exemplo de como isso pode acontecer é bem fácil de perceber. Será que aí na sua igreja seu pastor pode pregar livremente sobre 1 Timóteo 3:1-5, Tito 1:4-9, 1 Samuel 2:12-34; Judas 1:7; 1 Timóteo 2:8, só para citar alguns exemplos. Se ele não puder pregar sobre coisas deste tipo na igreja a liberdade de pregação do evangelho já não existe mais. Pregar coisas como estas pode ferir e magoar certos irmãos. Mas, vai chegar uma hora, então, que não se poderá pregar sobre mais nada sob pena de magoar este ou aquele. E se toda pregação que um pregador fizer em uma igreja que corra no sentido de encobrir as falhas de qualquer irmão, este pregador se torna cúmplice de seus crimes ou conduta indecorosa.(Salmos 50:18) A tentativa de um pregador de escapar incólume de um possível mau estar dentro da igreja quando prega torna sua pregação uma coisa horrível de se ouvir. É uma pregação que não passa de uma mera leitura bíblica vazia, que causa sonolência e bocejos. É como um tiro de festim que só faz barulho, mas incapaz de ferir. E nós sabemos que quando somo feridos, atingidos pela Palavra, é que somos sarados. O bom pastor não é um pastor indulgente, que passa a mão na cabecinha, ou ainda aquele tipo "marido traído" que é o último a saber o que se passa na sua congregação. O bom pastor é aquele que é imparcial como Jesus foi e que fala a verdade em qualquer circusntância. O bom pastor é aquele que cuida de suas ovelhas, sabe onde elas estão, demonstra uma preocupação real por elas, liga, passa email, mostra-se interessado. O bom pastor é aquele que reclama, que corrige, que exorta que sabe tudo de sua igreja. Felizmente, onde todo ser humano falha nosso Senhor Jesus acerta. Em quem busco o meu refúgio hoje. A única maneira de termos liberdade para pregar é tratando o pecado como pecado, e não existe pecado pequeno ou pecado grande, pecado é pecado. Se na sua igreja, o seu pastor finge que não existe pecado, é tardio em tomar providências com irmãos faltosos, então, o assunto é sério. Bom mesmo era João Batista, que "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele." (Mateus 11:11) Porque falava a verdade ainda que esta verdade causasse dor. Ele era um homem livre para pregar, pois, ele não era conivente com o pecado. Ainda estes dias ouvindo o Silas Malafaia pregando na TV dizendo que o pecado deve ser combatido com força dentro da igreja, e que pecados de fornicação devem sofrer mais rigor ainda, me veio a pergunta: quantos estão ouvindo isto? Mas, a questão aqui não está em apenas ouvir, mas, praticar. Praticar a justiça. A verdade acerca das coisas são assim, dolorosas. Mas o que faremos, então? No acampamento passado Deus já deixou seu recado, e ali foram faladas coisas difíceis de suportar. Paulo já falava de um tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; 2 Timóteo 4:3.  O que queremos? Pregadores que tenham liberdade para pregar, sem medo ou receio, de lideres atuantes que se preocupem de fato com a igreja que PERTENCE A DEUS. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Um comentário:

Steve Finnell disse...

you are invited to follow my blog

Related Posts with Thumbnails