Lanna Holder abre igreja inclusiva em SP

Uma nova polêmica movimenta o cenário gospel: a missionária Lanna Holder e a pastora Rosania Rocha assumiram o relacionamento - depois de um caso nos EUA em 2002, bastante comentado na época, já que ambas eram casadas - e decidiram fundar uma igreja inclusiva, a Comunidade Cidade de Refúgio, inaugurada no início do mês na capital paulista, voltada para acolher gays, transexuais, simpatizantes, prostitutas, drogados e alcoólatras.
O que promete gerar muita discussão no meio evangélico é que o ministério não tratará todos os "excluídos" da mesma forma: "Quando falamos de homossexualismo, prostituição e drogas, a nossa abordagem é diferente. Iremoa acolher uma prostituta, alcoólatra ou drogado, mas vamos tentar que eles mudem a sua conduta de vida. Com o homossexual, entendemos que não é uma opção, mas uma orientação, que na maioria dos casos é irreversível, principalmente se for de nascença. Se eu pudesse escolher, jamais seria lésbica".
Ao lado da companheira, Lanna reforça que a Cidade de Refúgio não é uma igreja de gays: "É a Igreja em Cristo, que ama a todos e não faz acepção de pessoas". Situada no bairro de Santa Cecília, a igreja tem se tornado um dos assuntos mais comentados da mídia evangélica e secular. No dia em que Lanna recebeu a equipe de reportagem da revista Exibir Gospel, na última quarta-feira, a sua agenda de entrevistas estava bastante concorrida. O portal G1 e a Folha de S. Paulo também falaram com ela e outros veículos já estavam à sua procura.
A pregadora, ex membro da Assembleia de Deus, que ficou conhecida pelo seu testemunho de libertação do lesbianismo e da dependência de drogas, volta à mídia "sem máscaras". Sobre os seus antigos testemunhos, que davam conta de uma libertação do lesbianismo, Lanna é taxativa: "Eu sempre aprendi que o homossexualismo era possessão demoníaca e, mesmo depois de convertida, não entendia porque mesmo sendo usada com o dom da Palavra eu ainda continuava sentindo desejos homossexuais". Foi quando decidiu assumir a sua sexualidade, há dois anos. "Eu reconheço que tudo aquilo que eu preguei não correspondia à verdade e que a minha sexualidade não mudou. Mas, mesmo assim, me acho apta para exercer o ministério de Deus na minha vida".
Ela garante estar pronta para enfrentar todas as acusações de que pode ser alvo ao decidir abrigar os homossexuais sob a luz da Palavra de Deus. "Estamos aqui para mostrar que o Evangelho não é nada disso que está se pregando, não é essa aversão, essa exclusão", afirma.
Lanna diz que, nas suas tentativas de evangelizar os homossexuais, se depara com muita agressividade e hesitação. Este grupo, segundo ela, se sente discriminado pelos evangélicos. Quanto às críticas e a repercussão entre os líderes tradicionais, ela falou de algumas ligações que tem recebido de pastores: "Eles dizem que não concordam com a gente, que não entendem o nosso ministério, mas que não sabem como ajudar os homossexuais e que vão mandá-los para a nossa igreja".
Muito bem articulada e segura, ela cita de Gênesis a Apocalipse os versículos que apontam a homossexualidade como pecado e faz uma interpretação diferente: "Existe um contexto em que não posso retirar um texto para fazer um pretexto". A matéria completa sobre a entrevista com Lanna Holder poderá ser conferida na próxima edição da revista Exibir Gospel.
Fonte: Mogi News

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