Quem poderá enfrentar a inveja?

Inveja. Querer ser o que o outro é.
Querer ter o que outro tem.
O furor é cruel e a ira impetuosa, mas quem poderá enfrentar a inveja? (Pv 27:4). Poucos são os que podem enfrentar a inveja, sua força e o seu poder, são colossais. Mas, na verdade a inveja é uma força e também um poder destrutivo. É como a paixão. Paixão, ciúmes destroem com a mesma intensidade com que surgem, repentinamente. A inveja, diferentemente mata lentamente, mas é também um sentimento de procedência extremamente maligna, e como todas as forças do mal, tem o poder de cegar. Vale lembrar que forças do mal que agem na mente das pessoas tem o poder de destruir as capacidades de raciocínio, dificilmente uma pessoa no seu momento de inveja fará um julgamento correto das coisas a sua volta. Por esta razão o invejoso nem sempre tem consciência de sua própria inveja. A inveja cega, mata e neutraliza. É um veneno mortal com poderes paralisantes. O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos. Pv 14:30. Ela também tem o poder de definhar seu hospedeiro. A vida do invejoso é infrutífera, é como um galho seco, sem vida. O invejoso sofre, assim como um corpo com câncer sofre. Mas, diferentemente do cancerígeno não há quimioterapia para o invejoso. Localizar um câncer é mais fácil que localizar a inveja numa mente doente. A inveja é má. É um sentimento diabólico.

Pense em tudo o que é ruim. Nesta lista não se esqueça de incluir a inveja. De onde vem este sentimento? Como pessoas podem sentir algo que é tão mal? Dificilmente saberemos explicar a origem da inveja. Parece que num primeiro momento surge com o desejo de querer ter ou ser igual a alguém que está perto. Neste aspecto a inveja se diferencia do ciúme. Eu tenho ciúme do que me pertence e o meu direito de posse ultrapassa qualquer direito do objeto, ou pessoa, possuída. Quando acho que o que, ou quem, está em minhas mãos só pertence a mim. A inveja nasce da concupiscência dos olhos. É a vontade de querer ser o que outra pessoa é, é querer ter o que outra pessoa tem. E para sustentar essa ilusão aparece um outro nome tão terrível quanto a própria inveja: a mentira. É quase certo, um invejoso também é um mentiroso. E na maioria dos casos um mentiroso contumaz.

A vida do invejoso e mentiroso é um buraco sem fundo, com outros pequenos buracos, que assim como o buraco original também não tem fundo. Quanto mais se escava, mais coisas aparecem. Um buraco se chama passado. E cavando ali pode-se achar palavras que revelam o fracasso, e frustrações de toda uma vida. O invejoso, mentiroso e incompentente não é capaz de admitir seus fracassos e buscar soluções para sua vida. Ele costuma dizer que na sua vida tudo foi um acidente. Não se engane, todos colhem o que plantam. Essa falta de discernimento quanto a assumir seus próprios erros faz surgir outra palavra: soberba. É isso mesmo, o invejoso é mentiroso, incompetente, fracassado e soberbo. Sua arrogância e altivez impedem que ele se humilhe diante dos outros. O invejoso tem tudo, sabe tudo e raramente erra. Mas, como a inveja cega o seu entendimento, e destrói sua capacidade de pensar diligentemente, ele se esquece que a soberba precede a ruína. (Pv 16:18). Invejoso saiba que seus dias estão contados. Também é certo que aquele que é alvo de algum tipo de inveja Deus o guardará. Foi assim com José que por causa da inveja de seus irmãos foi vendido como escravo. Mas, Deus transformou a vida de José em bênção para num futuro muito próximo a vida dos invejosos fosse salva, para a alegria de Jacó. (Atos 7:9) Isso demonstra que os invejosos acabam sempre precisando daqueles a quem eles invejam. Isso causa muita tristeza no invejoso. Isso é duro de mais para ele.

Toda causa produz um efeito, obviamente! A pior coisa que pode acontecer na vida de um invejoso é o endurecimento do seu coração. Isso impede que ele aceite as verdades da vida. E principalmente, faz com que ele não reconheça seu estado. Seu pecado. Isso não só afasta ele das verdades da vida, afasta também, da Verdade Absoluta, que é a poderosa Palavra de Deus. Por que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.(Tiago 4:6). Vou terminar por aqui com parte do texto do cineasta Maurício Nunes sobre a inveja: Como invejar agora se toda a consumação desse pecado vem da visão? A inveja vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas; anões em gigantes; latão em ouro, mas o fato é que bem “menos pior” do que ser digno de inveja, é ser digno de lástima! Como em lugares onde a inveja é semeada, as idéias já nascem mortas, resta ao invejoso um único talento que é o de mentir, pois a calúnia é sua única arma, já que covardia e desonra estão conectadas ao seu DNA desde o nascimento, condenando-o ao eterno destino de ser ninguém. Sendo assim é praticamente natural destruir aquilo que não se pode possuir, negar tudo o que não se compreende, e claro, insultar aquele que se inveja. Geralmente, com raras exceções, o mentiroso é um covarde que teme olhar nos olhos de sua vítima, pois neles sempre acaba enxergando o reflexo de seu eterno fracasso e de sua pobreza moral e espiritual. Ele critica o objeto de seu desejo porque no fundo gostaria de ser ou de estar na posição do mesmo.

Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam. Salmos 59:12

Rogério Loureiro, Arauto de Sião

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