Código Florestal adiado novamente

A decisão sobre o código florestal foi adiado pela terceira vez na câmara. Possivelmente ficará para a semana que vem. Os governistas que durante todo o dia defenderam a votação recuaram no fim da noite quando perceberam o risco de derrota. A oposição foi esperta colheu todas as insatisfações dos deputados com o código e queriam reapresentá-las em um super destaque e que possivelmente teria o apoio de muitos parlamentares. O relator Aldo Rebelo acusou o marido da ex-senadora Marina Silva de ter colocado uma emenda de contrabando no texto e a denuncia esquentou ainda mais o debate. O líder do governo na câmara Cândido Vaccarezza havia afirmado no começo da noite que o texto estava pronto para ser votado no plenário. Marina Silva atacou dizendo que o texto era péssimo e as alterações do código florestal, agora, são muito ruins. O texto mantêm isentos da obrigatoriedade de replantar proprietários de até quatro módulos que desmataram áreas de reserva legal. Já as palntações em área de preservação permanente as APPs ficarão a cargo do Governo Federal definir por decreto quais tipos de culturas serão permitidas às margens de rios, nos casos de topos de morros e encostas o texto legaliza cultura já existentes de café maçã e uva.

Apesar de passar o dia em intensas negociações sobre o novo texto, os líderes aliados foram surpreendidos pela bancada ruralista que tinha votos para derrotar proposta do Palácio do Planalto que prevê a edição de decreto presidencial para definir quais as atividades agrícolas podem ser exploradas nas Áreas de Preservação Permanente (APPs).  Diante da iminente derrota, os aliados decidiram suspender a votação. "Nós detectamos um movimento no plenário de muitos deputados que diziam que iam votar conosco, mas na realidade iam votar de outro jeito", disse o líder do governo, Candido Vaccarezza (PT-SP), ao defender o adiamento da votação para a próxima terça-feira, dia 17. Antes de decidir o adiamento, Vaccarezza telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. O pedido para deixar a votação para próxima semana foi feito às 23h19.  A partir daí, os líderes governistas subiram à tribuna para defender o adiamento. "Vou tentar ganhar estes dias não para mudar o plenário. É para tentar mudar a posição do governo", alegou o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Ele reconheceu que fez um julgamento "impreciso e incorreto" ao não ter percebido que a base votaria contra a proposta do governo. Os ruralistas garantem ter mais de 300 votos.  O clima na Câmara ficou acirrado depois que o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), ter acusado o relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) de ter mudado o texto na última hora. Segundo o petista, o relatório apresentado às 21 horas era um, enquanto a proposta levada ao plenário, por volta das 22 horas, era outra. ANW e OESP.

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