O Carnaval parte 1

O Carnaval é uma das festas populares coletivas mais conhecidas no mundo. Acontece todos os anos três dias antes da Quaresma, do domingo da qüinquagésima à Quarta-Feira de Cinzas. O Carnaval reveste-se de características próprias segundo o lugar em que ocorre. É importante saber que o Carnaval não acontece somente no Brasil, acontece também, em outros países do mundo. Aqui no Brasil cada estado tem suas peculiaridades carnavalescas. No Rio de Janeiro, os eventos mais importantes do Carnaval são os bailes de salão e os desfiles das escolas de samba. Em Salvador, predomina o Carnaval de rua, ao som de trios elétricos, blocos e afoxés. Em Pernambuco, sobretudo em Olinda e Recife, são mais marcados os blocos de frevo e maracatu.
Considera-se o Carnaval uma reminiscência das festas dionisíacas da Grécia antiga, dos bacanais, saturnais e lupercais romanas, todas de caráter orgiástico. São apontadas também ligações com as festas dos doidos e das danças macabras medievais, sendo provável que todas essas formas de divertimento tenham-se transformado, tem¬pos afora, nos bailes de máscaras do Renascimento e nos carnavais dos tempos modernos.
O Carnaval foi introduzido no Brasil pelos portugueses, provavelmente no séc. XVII, com o nome de entrudo. Essa forma de brincar, que persistiu durante a Colônia e a Monarquia, consistia num folguedo alegre, mas violento. As pessoas atiravam umas nas outras, água com bisnagas ou limões de cera e depois pó, cal e tudo que tives¬sem ás mãos. Combatido como jogo selvagem, o entrudo prevaleceu até aparecerem elementos de brincar menos agressivos, como o confete, a serpentina e o lança-perfume Daí em diante, através dos tempos, o Carnaval foi inovando. Em 1840 realizou-se o primeiro baile Em 1846 surgiu o Zé Pereira, grupo dos foliões de rua com bombos e tambores. Vieram depois os cordões, as sociedades carnavalescas, blocos e ranchos. O corso, hoje desaparecido, consistia num desfile de carros pelas ruas da cidade, todos de capota arriada, com foliões fantasiados atirando confetes e serpentinas uns nos outros. Em 1929, foi fundada a primeira escola de samba (Deixa Falar), no bairro carioca do Estácio, seguida de várias outras, no Rio de Janeiro e em outros Estados.
Até o fim do séc. XIX os foliões dançavam e cantavam nas ruas quadrinhas anônimas, ao ritmo de percussão e ao som de bandas. A partir de Abre-alas (1899), da maestrina Chiquinha Gonzaga, a folia passou a ser animada por composições especialmente elaboradas para ela: são a marcha-rancho, o samba, a marchinha, o samba-enredo e o frevo, além da batucada.
Fonte: Larousse Cultural

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