Retornando das férias

Voltamos das merecidas férias. Há muitos anos não tirávamos um período de férias como este. Foram férias de tudo, até dos blogs. Neste fim de ano muitas coisas importantes aconteceram. E mesmo de férias acompanhamos pelos telejornais os principais acontecimentos. Para começar as postagens de 2011 farei um comentário sobre um episódio marcante que aconteceu neste final de ano na região do Vale do Paraíba.
O episódio foi marcado pela tentativa de tomada de cargos a força. De maneira truculenta, e bem violenta, o pastor Antônio Luís Sellari tentou retomar o cargo de presidente da igreja que outrora deixara sob diversas suspeitas. Antônio Luís Sellari presidenciou a AD São José dos Campos durante 20 anos. Foi colocado pelo pastor José Wellington, do ministério Belenzinho, de quem se separou declarando autonomia da igreja. Em Outubro de 2009 renunciou ao seu cargo e apresentou Samuel Câmara – também líder da Assembleia de Deus Belém do Pará, conhecida como igreja-mãe das assembleias de Deus no Brasil – como novo presidente. Parece que, posteriormente, ele se arrependeu. Sellari se juntou mais uma vez ao pastor José Wellington e tem tentado retornar à diretoria da igreja.

O pastor Sellare preside uma junta de pastores que julgou supostas irregularidades que teriam sido cometidas durante a gestão do pastor Samuel Câmara que deveria estar afastado da igreja. De acordo com Sellare, o atual pastor está sendo processado por lavagem de dinheiro. “O estatuto da igreja diz que se o pastor estiver envolvido em operações que venham denegrir a instituição deve ser tirada uma junta de pastores e evangelistas do ministério para que os atos sejam julgados”, explicou. Ainda segundo o pastor, “a justiça autorizou a junta a tomar posse, ainda que seja necessário o arrombamento”. Ele admitiu ter contratado escolta armada para fazer a sua proteção porque ele estaria sendo ameaçado de morte por fiéis favoráveis à Câmara. Sellare não admitiu as agressões. “Quando eu cheguei a porta já estava aberta”, disse.
Na semana passada os fiéis se recusaram a cumprir a determinação da justiça e um novo tumulto foi armado.
A questão envolve troca de acusações mútuas entre os dois grupos rivais. Segundo o pastor Raimundo Coelho Amaral, 42 anos, Sellare teria deixado um rombo de R$ 3 milhões nos cofres da igreja. “Agora que o pastor Câmara pagou essa  dívida eles querem retomar a igreja”, disse. O advogado Georges Assad Júnior disse que a junta formada por Sellare não encontra respaldo no estatuto. “É um artifício para ele voltar ao poder. A convocação dos membros não foi idônea porque não houve assembleia. Queremos que os fieis definam a nova junta, e é isso que vai acontecer amanhã”... (Declaração que foi dada na ocasião em que as coisas aconteceram). (01.01.2011)

Assembleia de Deus em São José dos Campos

Este acontecimento nos remete, com saudade, aos momentos áureos em que a Assembleia era de Deus. Isso mesmo, era! Quando olhamos para o passado da Assembleia de Deus vemos uma igreja lutando ardentemente pela causa de Cristo. Atualmente vemos uma igreja que parece a do passado, porém, com uma a diferença que faz toda a diferença: Os que presidem agora lutam ardentemente por suas próprias causas. Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. 1 Timóteo 6:3-7.
Houve uma época em que as pessoas não queriam ser pastores. O cargo exige muita responsabilidade e não era remunerado. Os pastores e líderes da igreja entravam neste trabalho por vocação. Entendiam que eram chamados por Deus e sabiam que o próprio Deus os recompensaria com bênçãos sem fim. E muitas vezes as recompensas ficavam somente para o paraíso. Agora ficou de lado a vocação. Uma grande quantidade de pessoas fazem das igrejas de Deus verdadeiras empresas inflamando a grande fogueira das vaidades queimando o povo de Deus. As brigas por cargos e disputas por poder não é privilégio somente da igreja citada neste texto. Já vi situação semelhante a esta em outras igrejas. Temos que ter em mente o seguinte: Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina. Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos...
Boa maneira de começarmos o ano, hein?
Rogério Loureiro

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