A guerra fria e a igreja.

Guerra fria na igreja: quem perde é o
Reino de Deus.
Quando eu tinha uns 12 anos de idade começamos a estudar coisas relacionadas com a história mundial. Nós já estavamos familiarizados com a história internacional. Acendido pelo episódio de 26 de Abril Acidente nuclear de Chernobil na Central Nuclear de Chernobil na Ucrânia (então parte da União Soviética). Foi um momento áureo para minhga vida de estudante. Eu e mais alguns colegas estávamos empolgados para saber mais sobre o cenário internacional. E foi numa aula de história, sobre o episódio de Chernobil que um de nossos professores, Edvaldo disse: "estamos no auge da guerra fria". E começamos então a investigar o fato.
Hoje não tenho mais 12 anos. E sei bem o que foi a guerra fria. Hoje estou envolvido com outras coisas e não são mais coisas de meninos. São grandes responsabilidades. Uma destas responsabilidades chama-se igreja. Tal como o mundo, percebi que a igreja também é um mundo, e mais que o próprio mundo, é um mundo difícil de entender. No mundo fora da igreja existem as guerras. E elas são criadas por causa do desejo de dominar, e este desejo é diabólico. Juntamente com este desejo surge as ferramentas da guerra: as armas. E não são elas que matam, corações duros é que matam. O ser humano gosta de poder acreditando que poder o tornará melhor. Ledo engano, o poder não pode ser administrado por pessoas pervertidas, uma mente pervertida qualquer coisa a corrompe. Poder, é o que todos querem, algum tipo de poder. O mundo é assim. O poder também é uma questão de oportunidade, de chance, é o momento para nos conhecermos. O que somos com o poder? Mas antes de responder o que somos com poder, perguntemos: O que fazemos para obtê-lo? Que tipo de poder queremos?
A Guerra Fria começou assim que a segunda guerra mundial terminou. Estados Unidos e a União Soviética vão agora lutar pela hegemonia política, econômica e militar no mundo. A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos. A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã.
Agora você pergunta que conversa furada é esta? Respondo: Estamos falando de guerra fria, sim ou não? Pois bem, e quando o cenário da guerra fria é a igreja? Só para "grifar" guerra fria é aquela travada no campo ideológico. No campo das idéias tudo é possível, a imaginação supera a inteligência. E dentro da igreja será que não existe esta guerra velada? Será que as pessoas dentro da igreja não querem poder? Será que na igreja existe guerra fria? Paz do Senhor, tapinha nas costas, Jesus te ama, eis que te digo, são as palavras que alimentam o armisticio ideológico dentro da igreja. São palavras de benção quando destituídas de interesses pessoais de realização. Vou tentar explicar. Quando Jesus colocou no coração do homem o projeto da igreja tudo era perfeito. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Atos 2:42-47. Todavia este projeto perfeito, dado por um Deus perfeito, seria controlado por pessoas imperfeitas. É aí que a coisa "pega". A igreja só pode caminhar se as pessoas que estão nela pensarem o que Cristo pensa. Fizerem o que Cristo faz. Quando a atenção das pessoas está voltada para si mesmas estabelece-se a guerra fria na igreja. Ninguém dá o primeiro tiro. Mas um clima de tensão passa a reinar no meio do povo de Deus. Panelas se formam do mesmo modo como se formaram os blocos comunistas e capitalistas do mundo moderno. Os jogos políticos por poder tem seu campo preparado. E dependendo da índole dos que guerream suas armas são fofocas, ciúmes, email falso, invejas e contendas em geral. O diácono quer ser presbítero. O faxineiro quer ser pastor. O pastor segura as pontas. Como a palavra de Deus pode fluir neste clima? O que há para ser pregado? Por que as coisas são assim? Será que o que estou escrevendo é algum absurdo? Temo que não. O ápice desta guerra silenciosa é o levantamento da cortina de ferro. Cortina de ferro é a situação mais vergonhosa para uma igreja, é justamente o que Jesus não quer. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? 1 Coríntios 1:13. Agora que a cortina está levantada, olhos fechados, oremos. Clamemos, muro de Berlim, caia! Só resta saber se haverá  caça as bruxas.
Rogério Loureiro

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