Os crentes e os seus deuses. Hedonismo.

Cada geração e cultura edifica seus próprios ídolos, e esta geração em nada é diferente. É interessan­te notar que em muitos escândalos recentes da igreja cristã, alguns desses "deuses" estão presentes (Sammy Tippit). Falaremos em breve de outros deuses, mas hoje falaremos do hedonismo, o "deus do prazer". Uma definição de hedonismo seria a seguinte:  "doutrina que consi­dera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral". O prazer individual e imediato. Note que o hedonismo não prevê em sua forma o bem estar dos outros, mas o bem estar do individuo. Como o hedonismo pode ser tolerado na igreja uma vez que esta instituição divina pressupõe a vida em comunhão, um lugar onde os interesses individuais devem ser deixados, ou melhor, enterrados com o velho homem? A igreja em todos os tempos teve que conviver com as influências externas que vez por outra tentam, e as vezes conseguem, entrar e contaminar sua pureza. Praticamente todo o mundo moderno hoje é hedonista. E as vezes percebemos certos traços deste hedonismo no meio da igreja. Não podemos generalizar as coisas, mas me parece que a igreja tem se assemelhado a este mundo hedonista, em muitos aspectos. Principalmente na forma de adorar.
Podemos estar enganados mas parece que algumas pessoas vão a igreja apenas para "aparecer". Tais pessoas não querem assumir posições de "bastidores" na igreja, querem as luzes da ribalta. Querem somente ser vistas como um padrão a ser seguido sem, contudo, dar exemplo. Não querem ser o exemplo dos fiéis como mandam, as escrituras. Querem sentir prazer no que fazem por puro orgulho, soberba. Muitas pessoas tem erguido altares para hedonismo dentro da igreja baseada numa mentalidade epicurista anti-cristã, anti-biblica. O hedonismo acende a fogueira das vaidades dentro das pessoas que começam a dar valor em coisas terrenas mais que as celestiais. Dão mais valor a si mesmos que aos outros. Seus cargos na igreja não passam de oportunidades para se promoverem deixando o reino de Deus relegado a segundo plano.
A mentalidade do prazer sem limites é danosa para a igreja pois sua força impede que as verdades do evangelho, aquelas que mudam o caráter do homem, deixem de ser proferidas. Pois a verdade dói, e dor não pode ser sentida no mundo do hedonista. Para o hedonista o prazer está acima de tudo, inclusive da verdade. O hedonista precisa ter seu ego "coçado" constantemente. Tudo pelo prazer de se sentir bem. Nada mais importa, eu estou muito bem, diz o hedonista. E quando o assunto é dinheiro... Existe para o hedonista algo melhor do que dinheiro? Como este comportamento vil pode encontrar espaço dentro da igreja? Dinheiro e prazer bela combinação. É parceido com comer e dormir, que prazer!
Quanto a adoração é grande o número de cristãos "nascidos de novo" que cantam e pensam ter adorado a Deus no culto de domingo, derramando lágrimas num êxtase fantasiado, dizendo ter sentido coisas gostosas no culto. Mas a sua natureza hedonista é muito superior. Ainda que floresça um novo homem dentro dele será suprimido por esta força incontrolável de um amor narcisista, egocêntrico. O objetivo do hedonista não é deleitar-se no Senhor  Sl 37:4, e deleitar-se em seu próprio ego. O prazer, e não a pureza, tornou-se o teste da adoração para elas. Para concluir, abaixo há um texto extraído do livro de Sammy Tipit, Digno de Adoração, que fala um pouco sobre o assunto. 
Mas Jesus disse: "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus" (Mateus 5:8). Certa vez dei meu testemunho para duas homos­sexuais no encerramento de um culto de adoração. Disseram-me que não mais voltariam à igreja por­que não se sentiam bem nos cultos. Elas freqüen­tavam outra igreja onde suas práticas homosse­xuais não constituíam problema. Elas podiam cantar louvores, adorar, e sentir-se bem durante esses cultos sem alterar seu estilo de vida.
Em essência, essas duas jovens não adoravam ao Deus da Bíblia. Adoravam ao deus do prazer: se lhe parece bem, faça-o. Grande parte da adora­ção em nossos dias está de acordo com essa filoso­fia. Ela é pouco mais do que a tentativa de fazer as pessoas sentir-se bem. Não obstante, nem sempre nos sentiremos à vontade quando entrarmos na presença de um Deus santo. Sua presença e glória trarão à luz nosso pecado. O arrependimento não é fácil; é difícil. Muitas vezes Deus nos conduz ao lugar onde sentimos profundo pesar por causa de nossos pecados

Rogério Loureiro

2 comentários:

Anônimo disse...

A PAZ...

achei seu blog com muito contúdo bom
já estou seguindo!!!!
Parabéns!
JB
www.jotabepontodevista.blogspot.com

Arauto de Sião disse...

Obrigado, Irmão! Também estou te seguindo.

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