Pouco a pouco, Israel. 62° Aniversário de Israel

יום העצמאות: Iom Haatzmaut. Iom (יום) significa dia. Já, (עצמאות) atzmaut tem sua raiz em três letras, que em português significa pessoa independente, autônoma, livre e que não está politicamente subordinado a outro país. A assim é Israel.

GÊNESIS 11:26 Tera viveu setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor e a Harã. Conta a narrativa bíblica que Abrão perdera seu irmão Harã antes de ir com sua família para Canaã. Indo para Canaã pararam no meio do caminho em uma cidade chamada Harã onde seu pai, Tera, morreu. A Mesopotâmia era a terra natal de Abrão. E estas são as primeiras palavras nas escrituras que mencionam o seu nome. Antes mesmo de habitar em Harã o Senhor havia aparecido ao patriarca (Atos 7:2-4). Segundo Josué 24:2 a família de Abrão servia a outros deuses e toda a sua cincunvizinhança também era politeísta tendo como divindade principal, o deus-lua Nanar, um deus babilônico.

Essa era a vida de Abrão. Uma vida comum como a de qualquer outro homem de sua época. Exceto por um detalhe: a sua chamada. E por conta disto que fica no ar um sentimento de que, quando lemos, o Antigo Testamento até Gênesis 11:32 parece uma longa introdução. Isto porque a partir de Gênesis 12 tudo parece ficar diferente. Deus, com a chamada de Abrão, começa a então por em prática seu projeto. Criar um povo seu.

É algo importantíssimo para o mundo judaico e também para os cristãos o que podemos chamar de aliança abrâmica. Atualmente muitos pessoas podem dizer que esta aliança não tem nada a ver com os cristãos. Todavia, o texto de Gênesis 12:2 diz que Abraão seria uma benção e no versículo seguinte: em Abrão serão benditas todas as famílias da terra isto significa que Deus, é um Deus universal, não somente de Abrão, e que seu projeto de salvação, alcançaria todos aqueles que crêem em seu nome, isto é, o nome de Deus Joel 2:32.

Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Gênesis 12:1. Acreditamos que a primeira coisa que Abrão fez quando ouviu esse chamado foi identificar que voz era esta. Como saber no meio de tantos deuses que aquela era a voz do Criador? E agora, ter que sair da sua parentela, talvez, fosse algo que não estivesse nos planos de Abrão. E que terra é esta que este Deus está apontando? Talvez Abrão não soubesse, e nem tivesse idéia em que seu ato de fé resultaria. As escrituras relatam que na cabeça de Abrão isso não parecia, inicialmente, possível pelo fato de sua idade  ser avançada e sua mulher ser estéril, então Deus muda seu nome e passa a chamá-lo Abraão. Não foi apenas uma troca de nome, era uma troca de vida, era um sinal de que Deus iria intervir para levar a efeito seu plano. 

Diante de todas as impossibilidades humanas Deus criou todas as possibilidades para a existência dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. O Deus que não mente cumpre sua palavra e estabelece aquela que seria a primeira coisa para o seu povo o nome desta nação. Novamente não é mais uma mudança de nome, quando o Senhor muda o nome de Jacó, muda também a sua história. Os filhos da terra prometida não se chamariam filhos de Jacó mas todos seriam chamados filhos de Israel. Uma nação precisa ter nome. Israel... E estes são os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito, cada um com sua família: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Benjamim, , Naftali, Gade e Aser. José já estava no Egito. Deus até aqui cumprira sua promessa a Abraão. Fez de sua fé um povo grande que esperimentaria pela primeira vez o ódio de seus inimigos quando enfrenta Faraó.

A Jacó coube herdar de Deus o nome para sua nação. Séculos de silêncio se passaram da morte de José até o raiar da consciência nacional, sob Moisés.  Foi através de Moisés que o povo recebeu no coração a vontade de ser livre. E foi surpreendente como O Senhor interveio com grandes milagres aumentando cada vez mais a consciência deste povo afirmando que eles eram o povo da aliança. Foi através de Moisés que Deus deu outra coisa importante para uma nova nação que não existia de modo real, mas que, já brotava no imaginário de cada hebreu. A lei, além da observância da Páscoa. E aos poucos Deus foi construindo seu objetivo. Este povo que não existia agora tem nome, é grande e tem lei. E diferentemente de outros povos da época suas leis vinham diretamente de Deus. E foi um dos momentos mais intensos para Israel. Mais uma coisa agora era acrescentada ao povo. A religião de Israel, uma religião que permitisse servir a Deus eficazmente. Os termos desta religião estão escritos, nos livros de Exôdo, Levíticos e Deuteronômio.

O povo hebreu já tinha recebido do Senhor muita coisa concernente a promessa. Tinha um nome para sua nação, Israel. Tinha um povo numeroso. Tinha uma lei. Uma religião e era necessário mais uma conquista. A terra. Toda nação precisa de um território. E chegou o grande dia. Tendo morrido Moisés coube a Josué entrar com o povo de Deus na terra que fora prometida a Abraão. E não era qualquer terra, era a terra que mana leite e mel. E Josué levou adiante o projeto de Deus. Com a conquista de Canaã por Josué a promessa estava selada.

A nação de Israel estava quase completa, faltava somente uma coisa. O reconhecimento internacional de sua nação. Isto é, sua total independência. Muito tempo depois uma guerra civil, conhecida como guerra palestino-sionista, abrangeu o período de 30 de Novembro de 1947 a 14 de Maio de 1948, e marcou o fim do Mandato Britânico sobre a Palestina.  Este período é o primeiro estágio da Guerra da Palestina de 1948, durante a qual os judeus e árabes se confrontaram, enquanto os britânicos, que supostamente tinham a obrigação de manter a ordem e garantir a segurança da região, organizaram a sua retirada e intervindo apenas ocasionalmente. Iniciou-se em 15 de maio de 1948, o fim do Mandato Britânico e a criação do Estado de Israel, quando o conflito na Palestina tornou-se uma guerra total entre o novo Estado de Israel e seus vizinhos árabes.

Um país que teve sua independência conquistada na guerra, forjada pouco a pouco, na paciência de quem espera, firmada na convicção de um Deus Todo Poderoso, que verdadeiramente guarda as portas de Israel. Uma promessa, um nome, um povo, uma lei, uma religião, uma terra, aquele que luta com Deus numa luta sem fim. Um país tão pequeno geograficamente, porém enorme em importância. Aguardemos, Melech Hamashiach (o Rei Messias) o líder judaico que redimirá Israel no Final dos Dias.

Feliz aniversário, Israel!                                        Rogério Loureiro


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Um comentário:

JUSIER MAX disse...

Seu blog é muito bom e tem bastante informção, meus parabens!!!

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